Israel libertou mais trinta prisioneiros palestinianos
Estes prisioneiros foram libertados poucas horas antes do fim previsto da trégua, após a libertação anterior pelo Hamas de oito reféns israelitas detidos na Faixa de Gaza.
Desde a sua entrada em vigor, a 24 de novembro, o acordo de trégua entre Israel e o Hamas já permitiu a libertação de 110 reféns, incluindo 80 mulheres, crianças e jovens com menos de 19 anos, israelitas ou cidadãos com dupla nacionalidade.
Em troca, Israel libertou 240 prisioneiros palestinianos.
ONU considera corretos os números divulgados pelo Ministério da Saude de Gaza
A consideração foi avançada hoje por Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres.
Israel tem criticado com frequência aqueles números, considerando-os exagerados, no que já foi secundada pelo presidente norte-americano, Joe Biden, que em 27 de outubro disse que "não confiava nos números que os palestinianos estão a utilizar".
O embaixador israelita na ONU, Gilad Erdan, também já se queixou de que a ONU e as suas agências tomam os números do Hamas "como a palavra de Deus", enquanto desprezam os que o seu governo fornece.
Porém, os organismos da ONU presentes na Faixa de Gaza sublinharam que, em este como em conflitos anteriores, as informações fornecidas pelas autoridades da Faixa de Gaza são de confiar.
Hoje, Dujarric voltou a deixar isto claro: "Temos visto que no fundamental (esses números) são corretos".
As operações militares de Israel na Faixa de Gaza, iniciadas depois dos ataques do Hamas, que causaram 1.200 mortos em território israelita em 07 de outubro, já estão com um saldo de mais de 15 mil mortos e a deslocação forçada de 1,7 milhões de palestinianos.
Morreu civil israelita abatido por forças de Israel esta manhã durante tiroteio em Jerusalém
Catar anuncia que 30 palestinianos vão ser libertados em troca por 10 reféns do Hamas
"De acordo com os termos do 7º dia do acorde de pausa humanitária, 30 palestinianos vão ser libertados hoje em troca pela libertação de 10 reféns em Gaza Os dois russos libertados ontem estão incluidos na lista", escreveu al Ansari.In accordance with the terms of the 7th day of the humanitarian pause agreement, 30 Palestinians, will be released today in exchange for the release of 10 hostages in Gaza. The 2 Russian citizens released yesterday were counted on this list.
— د. ماجد محمد الأنصاري Dr. Majed Al Ansari (@majedalansari) November 30, 2023
Mais seis reféns israelitas libertados e "a caminho de Israel", anuncia exército
Fonte do Hamas diz que grupo está "pronto" a prolongar as tréguas
RTP acompanha no terreno a guerra do Médio Oriente
Ataque do Hamas não parou negociações para extenção do cessar-fogo
Atentado do Hamas matou três civis israelitas em Jerusalém
Blinken. EUA querem zonas "seguras" para civis no sul e centro de Gaza caso Israel retome ofensiva
Reconhecimento do Estado da Palestina "é algo que deve acontecer" defende MNE
"Nós olhamos para o reconhecimento não como algo que pode acontecer, mas como algo que deve acontecer, sendo ainda para já indeterminado o momento correto em que deve acontecer", afirmou hoje João Gomes Cravinho, a propósito da posição do chefe do Governo espanhol e atual presidente do Conselho da União Europeia (UE), Pedro Sánchez, que admitiu a possibilidade de Espanha reconhecer o Estado palestiniano unilateralmente, à margem da UE e de outros Estados-membros do bloco comunitário.
"Temos essa disponibilidade, mas faz sentido utilizar esta carta, que só se pode jogar uma vez, de uma maneira que tenha impacto e, para ter impacto, convinha que houvesse alguma coordenação com alguns parceiros mais próximos", indicou o chefe da diplomacia portuguesa, que falava à Lusa por telefone à margem da reunião da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que decorre hoje e sexta-feira em Skopje, Macedónia do Norte.
Gomes Cravinho comentou que "não vai haver um reconhecimento coletivo" por parte da UE, porque "diferentes países têm diferentes posições", mas, salientou, "pode haver um reconhecimento por parte de cinco ou seis países europeus e aí já faria sentido Portugal participar nesse movimento".
Nesse sentido, adiantou ter discutido quais as condições para este reconhecimento, em janeiro deste ano, com "colegas do Luxemburgo, Irlanda, Eslovénia e Bélgica", e manifestou no parlamento português essa disponibilidade de Portugal.
Por outro lado, o ministro salientou que o momento para adotar essa posição teria de ser bem escolhido.
"Que fosse um momento com consequência, que tivesse consequência em termos da promoção da paz no Médio Oriente" e para a "dinâmica dos dois Estados" - Israel e Palestina, assinalou.
"Aquilo que nos parece importante é que haja condições para se começar a discutir aqueles que são os problemas que todos conhecemos: a falta de continuidade do território palestiniano, o estatuto de Jerusalém Leste. São diversos os problemas, que são os mesmos desde sempre", elencou.
Agora, sublinhou, vive-se "uma urgência que é completamente diferente, na medida em que todos reconhecem hoje que os eventos terríveis, horríveis, das últimas semanas, voltarão a ocorrer se não houver uma solução política nesse sentido".
A posição de Portugal sobre o reconhecimento do Estado da Palestina "é de grande continuidade", disse, resumindo: "Aí, estamos muito à vontade".
Em dezembro de 2014, o parlamento português aprovou, com os votos do PSD, PS e CDS-PP, um projeto de resolução da então maioria que suportava o Governo liderado por Pedro Passos Coelho e da bancada socialista, instando o executivo a "reconhecer, em coordenação com a União Europeia, o Estado da Palestina como um Estado independente e soberano, de acordo com os princípios estabelecidos pelo direito internacional".
Casa Branca "condena ataque terrorista" do Hamas em Jerusalém
"É claro que condenamos este ataque terrorista, esta violência terrível", declarou Kirby à imprensa, acrescentando que o ataque constituiu "um novo exemplo da ameaça que o Hamas faz pesar sobre o povo israelita e a nação israelita".
O Hamas -- desde 2007 no poder na Faixa de Gaza e classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos, a União Europeia e Israel - reivindicou a autoria do ataque a tiro que hoje matou três pessoas em Jerusalém e apelou para uma "escalada da resistência" contra Israel.
Num comunicado, o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) disse que num bairro de Jerusalém Oriental, dois irmãos, "membros das brigadas Ezzedine al-Qassam", se "sacrificaram ao levar a cabo uma operação" que "matou três colonos e feriu outros".
O grupo identificou os autores do ataque como os irmãos Murad Nemr, de 38 anos, e Ibrahim Nemr, de 30, e a polícia israelita confirmou que ambos foram abatidos a tiro.
Presidente israelita aborda com homólogo dos Emirados a libertação dos reféns
"O cerne da reunião do Presidente [israelita] com o Presidente dos Emirados Árabes Unidos [EAU] foi a necessidade de atuar de qualquer forma possível para libertar os reféns israelitas cativos" do Hamas, sendo sublinhado que essa libertação "é um dever humanitário para toda a família das nações e os líderes da região em particular", indicou um comunicado da presidência israelita.
Herzog apelou a Bin Zayed, que apelidou de "amigo", para utilizar "todo o seu peso político em promover e acelerar o regresso a casa dos reféns".
Por sua vez, o Presidente dos EAU e dirigente do Abu Dhabi, sublinhou "a obrigação e a necessidade de enviar ajuda humanitária a Gaza", de acordo com o comunicado israelita.
Herzog manterá diversas reuniões diplomáticas e vai participar e intervir na Cimeira de líderes mundiais que se inicia na sexta-feira, a par da Cimeira do clima COP28, onde poderá cruzar-se com o líder da Autoridade palestiniana, Mahmoud Abbas, apesar de a sua presença não estar confirmada.
Os Emirados Árabes Unidos normalizaram as relações com Israel em 2020 com os Acordos de Abraão, impulsionados pela administração do ex-presidente dos EUA Donald Trump.
Desde o início da mais recente guerra na Faixa de Gaza, iniciada na sequência do sangrento ataque do Hamas em 07 de outubro, que os EAU condenam as ações e a escalada do Estado judaico contra o enclave palestiniano controlado pelo Hamas, e que tem sido desde então bombardeado de forma indiscriminada.
O Egito e o Qatar, mediadores decisivos entre Israel e o Hamas, anunciaram hoje que intensificaram os esforços para prolongar a trégua na Faixa de Gaza em vigor desde sexta-feira passada por mais dois dias, e antes do fim do segundo prolongamento de apenas 24 horas.
John Kirby garante apoio contínuo dos EUA a Israel
"O que estamos a urgir Israel a fazer é garantir que isso é tido em linha de conta de forma adequada e de que serão ali implementadas medidas de segurança adicionais", frisou Kirby.
As polémicas declarações de Pedro Sanchez que estão a aumentar a tensão entre Jerusalém e Madrid
Hamas quer mil camiões e milhões de litros de combustível entregues por dia em Gaza
Blinken condena ataque a paragem de autocarro de Jerusalém
União Europeia disponível para retirar pacientes de hospitais mediante pedido
"Implementámos sistemas de evacuação médica em resposta à guerra da Rússia contra a Ucrânia. Ainda não foi criado nenhum sistema de evacuação médica para Gaza, mas poderá ser considerado, se for recebido um pedido", disse a comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakides.
Discursando hoje perante os ministros europeus da tutela -- incluindo o português, Manuel Pizarro - que não prestou declarações aos jornalistas --, a responsável lamentou a atual "catástrofe humanitária de proporções sem precedentes para a população de Gaza".
"As prioridades urgentes continuam a ser a saúde, a alimentação, a água e o saneamento, os abrigos e os artigos não alimentares - os requisitos mais básicos para a vida. Precisamos de corredores humanitários que permitam a circulação de pessoas e a prestação de assistência em Gaza e o direito humanitário internacional deve ser respeitado, nomeadamente no que concerne aos trabalhadores humanitários e às infraestruturas civis, como os hospitais", apelou Stella Kyriakides.
Até ao momento, através de uma ponte aérea com o Egito, a UE já realizou 21 voos com ajuda humanitária para Gaza, que levaram mais de 900 toneladas de carga, depois transportada por camião.
Estão a ser planeados mais voos humanitários.
Ao mesmo tempo, a UE tem estado a coordenar, através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, voos de repatriamento, assistência em espécie e apoio logístico, nomeadamente após ofertas de medicamentos e equipamento médico feitas pela Suécia, Espanha, Áustria e Polónia, que já estão a ser canalizadas para o Egito.
"As necessidades mais urgentes são de equipamento crítico para cuidados intensivos ou equipamento médico para traumas. Estamos prontos para canalizar mais assistência, conforme necessário", adiantou apelou Stella Kyriakides.
O grupo islamita do Hamas lançou em 07 de outubro um ataque surpresa contra o sul de Israel com o lançamento de milhares de foguetes e a incursão de milicianos armados, fazendo duas centenas de reféns.
Em resposta, Israel declarou guerra ao Hamas, movimento que controla a Faixa de Gaza desde 2007 e que é classificado como terrorista pela UE e Estados Unidos, bombardeando várias infraestruturas na Faixa de Gaza e impôs um cerco total ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.
O conflito já provocou milhares de mortos e feridos, entre militares e civis, nos dois territórios.
Médio Oriente. Tensão entre Israel e Espanha é cada vez maior
Emmanuel Macron celebra libertação de refém franco-israelita, Mia Schem
מייה שם, עם הגעתה לבסיס חיל האוויר בחצרים, במפגש עם אמה ואחיה pic.twitter.com/tXaaZFt8CV
— הארץ חדשות (@haaretznewsv) November 30, 2023
Papa Francisco. "É proibido responder ao terror com o terror"
Reféns do Hamas vão ser libertados um a um
Duas reféns israelitas libertadas pelo Hamas
"Com base nas informações recebidas da Cruz Vermelha, dois reféns israelitas foram transferidos e estão a caminho do território israelita".
Os dois reféns são mulheres, informa a Reuters, citando uma autoridade palestiniana.
Forças israelitas detêm 23 pessoas na Cisjordânia
Israel convoca embaixador espanhol depois de declarações de Sánchez
Gaza vive mais um dia de trégua
Ibraheem Abu Mustafa - Reuters
Blinken insta Israel a tomar medidas para conter violência na Cisjordânia
Atentado em Jerusalém "vem quebrar diálogo entre Israel e Hamas"
Atiradores abatidos. Atentado em Jerusalém faz três mortos
"O Hamas tenta assassinar-nos em todo o lado"
A reação de Benjamin Netanyahu surge depois de três pessoas terem sido mortas por dois combatentes do Hamas na entrada de Jerusalém.
"Acabei de terminar uma reunião com o secretário de Estado norte-americano Anthony Blinken, pouco depois de os assassinos do Hamas terem assassinado israelitas aqui em Jerusalém, e disse-lhe: Este é o mesmo Hamas".
Para Netanyahu, “este é o mesmo Hamas que levou a cabo o terrível massacre de 7 de outubro, o mesmo Hamas que tenta assassinar-nos em todo o lado".
Blinken em Ramallah para encontro com Abbas
Blinken chegou à sede da Autoridade Palestiniana num comboio blindado, pouco depois de se ter encontrado com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém, durante a manhã, a quem pediu que protegesse os civis do sul de Gaza.
COP28 abre com um minuto de silêncio pelos civis mortos
Hamas vai libertar dez reféns israelitas, dois com nacionalidade russa
Hamas reivindica autoria do ataque em Jerusalém
“Os irmãos Mourad Nemr (38 anos) e Ibrahim Nemr (30 anos) (...), membros das brigadas Ezzedine al-Qassam de Sour Baher”, um distrito de Jerusalém Oriental “sacrificaram-se realizando uma operação” que “matou três colonos e feriu outros”, disse o Hamas em comunicado.
Dois feridos num ataque na Cisjordânia
Líder da oposição israelita comenta "manhã triste e dolorosa" em Jerusalém
עוד בוקר עצוב וכואב עובר על כולנו. אני שולח תנחומים מעומק הלב למשפחות הנרצחים ואיחולי החלמה מהירה לפצועים מפיגוע הירי הנפשע והנורא. >
— יאיר לפיד - Yair Lapid (@yairlapid) November 30, 2023
Sánchez diz duvidar que Israel respeite o direito internacional em Gaza
Tiroteio em paragem de autocarro de Jerusalém faz três mortos
Foto: Ronen Zvulun - Reuters
As forças de segurança de Israel descreveram os autores dos disparos como "terroristas".
Forças israelitas retaliam ataque transfronteiriço do Líbano
Secretário de Estado norte-americano manifesta vontade de ver o cessar-fogo prolongado
"Isto deve continuar hoje. Também permitiu um aumento na assistência humanitário a civis inocentes em Gaza, que precisam dela desesperadamente", prosseguiu o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, que manifestou ainda a esperança de que este processo "possa continuar".
Ministro israelita da Segurança visita local do atentado em Jerusalém e afirma que Hamas só pode ser travado "pela guerra"
O ministro israelita, figura de proa do partido de extrema-direita Otzma Yehudit, disse ainda que o atentado desta manhã demonstra a necessidade de os civis israelitas estarem armados.
Símbolos palestinianos. O que significam a melancia, o ramo de oliveira e o keffiyeh preto e branco
O icónico lenço de algodão preto e branco conhecido como keffiyeh é usado em muitas partes do mundo árabe por homens e mulheres palestinianas. Em formato quadrado com um padrão xadrez distinto, passou a simbolizar a luta palestiniana pela autodeterminação, justiça e liberdade.
Há séculos que se conhece a importância da oliveira por terras da Palestina. As árvores são resistentes a períodos de secas e a temperaturas extremas e por isso passaram a representar a resiliência palestiniana contra a ocupação israelita.
Apanha das azeitonas em Khan Younis, no sul de Gaza, durante os dias de tréguas | Saleh Salem - Reuters
Desde Gaza a Jenin, a terceira maior cidade da Cisjordânia e um importante centro agrícola palestiniano, a melancia corresponde à fruta cultivada mais icónica da nação muçulmana.
Em resposta, a Zazim, uma organização para a paz árabe-israelita, colocou a bandeira palestiniana – em forma de melancia – numa dúzia de táxis de Telavive.
"É uma fatia de resistência", dizem os manifestantes | X/@zazim_org_il
Trégua em Gaza prolongada. Manhã marcada por atentado em Jerusalém
ONU alerta para possíveis surtos de hepatite e outras infecções em Gaza
As más condições de higiene e a sobrelotação dos abrigos da ONU, onde vivem cerca de 946 mil pessoas, aumentaram a incidência de doenças respiratórias e cutâneas, bem como de diarreia e piolhos, reconheceu o OCHA no relatório diário.
O documento referiu ainda que, apesar da trégua, que permitiu a libertação de reféns israelitas e de outros reféns e prisioneiros palestinianos, o norte de Gaza continua a não ter acesso a água potável, o que poderá aumentar os surtos epidémicos e os casos de desidratação.
Em 29 de novembro, caravanas humanitárias conseguiram chegar ao norte da Faixa de Gaza, alvo de operações militares de Israel, com ajuda humanitária, incluindo mantimentos para dois dos poucos hospitais que ainda funcionam nessa região, o Al Ahli e o As Sahaba.
Dois outros hospitais que foram palco de violentos combates durante dias, o de Shifa e o Hospital Indonésio, reabriram as unidades de diálise, referiu o relatório.
A trégua, que entrou em vigor a 24 de novembro e foi prolongada hoje por mais um dia, está a permitir a recuperação de corpos dos escombros. De acordo com a ONU, cerca de 160 corpos foram retirados nos dias 27 e 28 de novembro.
Embora as hostilidades tenham cessado quase por completo, o relatório refere disparos de navios de guerra israelitas contra a costa da Faixa de Gaza, no sul, que não terão causado vítimas.
Há também relatos, sobretudo nos primeiros dias da trégua, de disparos das forças israelitas contra palestinianos que tentavam atravessar do sul para o norte de Gaza, algo que foi proibido pelas forças de ocupação.
Estes confrontos causaram "um certo número de vítimas", principalmente nos dias 24, 25 e 26 de novembro, refere a ONU, sem especificar números.
As Nações Unidas recordam que 1,8 milhões de pessoas, cerca de 80% da população de Gaza, estão deslocadas internamente devido ao conflito, no qual mais de 46 mil casas foram destruídas e outras 234 mil foram danificadas, o que representa 60% dos terrenos residenciais da Faixa.
Atentado em Jerusalém fez três mortos e seis feridos
O serviço de segurança israelita Shin Bet revelou, entretanto, que os presumíveis autores do atentado são os irmãos Murad e Ibrahim Namer, de 38 e 30 anos, respetivamente. Residiam em Jerusalém oriental e seriam militantes do Hamas, tendo cumprido, no passado, penas de prisão.
Segundo a polícia israelita, dois soldados e um civil armado abateram os atacantes.
Antony Blinken está de volta ao Médio Oriente
O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, país envolvido juntamente com o Qatar e o Egito na mediação de uma trégua humanitária para troca de reféns e prisioneiros entre Israel e o Hamas, também pretende sublinhar nesta visita a importância de "estabelecer um Estado palestiniano independente" e evitar que a guerra de Gaza se transforme num conflito regional, acrescentou a mesma fonte.
Cessar-fogo em Gaza prolongado por um dia
- O cessar-fogo entre Israel e o Hamas foi prolongado por um dia. O exército israelita confirmou que a extensão da trégua vai continuar esta quinta-feira, pelo sétimo dia, para permitir a libertação de reféns. Por cada dia, o movimento radical palestiniano liberta 12 pessoas e o Estado hebraico cerca de 30 prisioneiros palestinianos;
- O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirma que, apesar do cessar-fogo, o objetivo de erradicar o Hamas se mantém;
- Duas pessoas morreram e outras oito ficaram feridas, das quais cinco com gravidade, num ataque com arma de fogo perpetrado na manhã desta quinta-feira numa paragem de autocarro do oeste de Jerusalém, segundo o mais recente balanço da polícia israelita. Os presumíveis atacantes foram atingidos a tiro. Um deles morreu;
- O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, veio entretanto defender a abertura de mais fronteiras para que seja possível fazer chegar mais ajuda humanitária à Faixa de Gaza;
- Na noite de quarta-feira, dez reféns israelitas e outros quatro de nacionalidade tailandesa retornaram a território de Israel, ao abrigo do acordo mediado pelo Catar. Duas mulheres com dupla nacionalidade russa e israelita cativas do Hamas haviam sido libertadas pouco antes;
- O serviço prisional israelita indicou, por sua vez, ter libertado mais 30 prisioneiros palestinianos;
- Dois menores israelitas, de oito e 14 anos, foram abatidos a tiro durante uma incursão do exército israelita em Jenin, na Cisjordânia ocupada. Na mesma operação, que visou o campo de refugiados local, foi abatido um comandante da Jihad Islâmica. O Tsahal deteve ainda 17 militantes;
- A ofensiva desencadeada a 7 de outubro pelo Hamas contra Israel fez pelo menos 1.200 mortos. O movimento tomou como reféns 240 pessoas. A contraofensiva israelita em Gaza causou já mais de 14.800 mortos, entre os quais pelo menos seis mil crianças.